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O que são as métricas DORA

As métricas DORA (DevOps Research and Assessment, hoje na Google) medem como uma equipa entrega software: frequência de implementação, lead time (do commit à produção), tempo de recuperação após uma implementação falhada, taxa de falhas e, desde 2024, rework (implementações não planeadas para corrigir uma falha visível).

Porque é que a DORA deixou de classificar

Os níveis Elite, High, Medium e Low não eram limiares fixos: resultavam, todos os anos, do agrupamento das respostas do inquérito. Por isso mudam de um ano para outro, em 2021 deixam lacunas, em 2022 não houve Elite e em 2024 o grupo Medium falhava menos do que o High. Em 2025 foram retirados e publicaram-se sete arquétipos de equipa e a distribuição de respostas de cada métrica. Esta ferramenta ensina-te as duas coisas: onde cairias em cada ano e em que percentil estás hoje.

O que escrever

Usa o valor TÍPICO da tua aplicação (a mediana), não a média: uma implementação que demorou um mês não te deve definir. A taxa de falhas conta implementações que degradaram o serviço e precisaram de arranjo (rollback, hotfix, patch); um pipeline que falha antes de chegar a produção não conta.

DORA MetricsA tua equipa segundo cada relatório DORA, 2019–2025
Métricas DORAOnde está a tua equipa segundo cada relatório DORA, de 2019 a 2025, e porque é que deixaram de classificar
Implementações que degradam o serviço e precisam de arranjo
Implementações não planeadas para corrigir uma falha visível

Hoje (relatório de 2025): onde estás em relação aos outros

O relatório de 2025 já não classifica em níveis: publica quantas equipas respondem cada coisa. «Top X %» quer dizer que X % das equipas está ao teu nível ou à frente.

Frequência de implementaçãotop 44,6 %
Lead timetop 56,4 %
Recuperação após uma falhatop 56,5 %
Taxa de falhastop 62,2 %

Se fosse outro ano: o teu nível segundo cada relatório

RelatórioFrequência de implementaçãoLead timeRecuperação após uma falhaTaxa de falhasMais parecido com
2019p. 18AltoAltoAlto / MédioElite / Alto / MédioAlto4 de 4
2021p. 9entre bandasAltoAltoEliteAlto2 de 4
⚠ A tabela deixa lacunas: há respostas que não se enquadram em nenhum nível.
2022p. 11entre bandasAltoAltoAltoAlto3 de 4
⚠ Nesse ano não houve Elite: «nenhum grupo mostrava características suficientes do Elite do ano anterior».
2023p. 12AltoAltoAltoAlto ≈Alto4 de 4
⚠ Errata publicada: a linha Low repete a frequência e o lead time de Medium.⚠ A taxa de falhas é o valor típico de cada grupo, não um limiar: compara-se com o mais próximo.⚠ O MTTR passa a chamar-se «tempo de recuperação após uma implementação falhada».
2024p. 13AltoAltoAlto / MédioMédio ≈Alto3 de 4
⚠ A taxa de falhas é o valor típico de cada grupo, não um limiar: compara-se com o mais próximo.⚠ O grupo Medium falhava menos (10 %) do que o High (20 %).⚠ Surge o rework como 5.ª métrica, mas os níveis continuam a ser calculados com quatro.

«≈» = a taxa de falhas é comparada com o valor típico do grupo, não com um limiar. «A / B» = a tabela desse ano não os separa. «Entre bandas» = a tua resposta cai numa lacuna da tabela. A última coluna diz com que linha da tabela coincidem mais métricas; a DORA agrupava por análise de clusters, por isso é uma aproximação, não o nível «oficial».

Os sete arquétipos de 2025

Substituem os níveis, mas NÃO podem ser atribuídos com estas cinco métricas: foram calculados com oito fatores que incluem o desgaste, o atrito e o desempenho do produto. Servem para te reconheceres, não para te pontuares.

Desafios de base10 %Em modo de sobrevivência: indicadores baixos, muito desgaste e atrito, sistemas instáveis.
O estrangulamento do legado11 %Entrega com regularidade, mas a instabilidade manda: muito trabalho reativo e um produto fraco.
Amarrados pelo processo17 %Sistemas estáveis, mas um processo ineficiente consome o esforço: desgaste alto e pouco impacto.
Muito impacto, pouca cadência7 %Bom produto e pouco atrito, mas entregam pouco e com instabilidade.
Estáveis e metódicos15 %Qualidade e valor altos a um ritmo deliberado: pouca velocidade, muita estabilidade.
Pragmáticos20 %Velocidade e estabilidade boas; desgaste e atrito na média.
Alto desempenho em harmonia20 %Tudo em positivo: estáveis, com pouco atrito e sem desgaste.